29/01/2017
MEU AMIGO ANTÔNIO CARLOS IZOLAN
Eu posso afirmar, com muita satisfação, que conto com a
amizade e o carinho de inúmeras pessoas. Para muitos, eu aprendi que pode haver
uma denominação ou qualificativo que é o de serem, se do sexo masculino, pai-filho-irmão e, se do sexo feminino, mãe-filha-irmã. Somente a abertura do
coração, aquela transparência de sentimentos e pensamentos, e uma profunda
amizade podem tornar possível qualificar alguém dessa maneira. O Antônio Carlos
Izolan, o Izolan, como o designamos, sempre foi um desses.
Dia 23 de janeiro de 2017 ele passou da vida dos encarnados
para a dos desencarnados. Denominação estranha essa. Estranho como seria dizer desencarnou, ou passou pela transição. Temos uma visão diferenciada desse processo
de deixar o corpo físico e entrar no nível interno. Isso porque estamos vivendo
com uma nova perspectiva, com novas definições sobre os processos de vida
física e os de vida interna. A mudança que sentimos é apenas a do afastamento
físico e da personalidade que se mantinha nos corpos densos. A certeza da
elevação e da permanência da essência, do desabrochar do ser interno, é algo
que nos permite ver a alegria desse momento. Penso que precisamos analisar
melhor e mais profundamente aquilo que foi escrito sobre esse processo de
desencarne no capítulo 8.4 do livro verde e, especialmente, no tópico 129-Y do
livro azul.
É bem verdade que a história do MOINTIAN, a minha história,
entrelaçou-se com a do Izolan desde que este novo ciclo de manifestação da
energia iniciou.
Foi ele quem me levou para Santiago para que eu pudesse
iniciar o trabalho com o MOINTIAN e apresentou-me pessoas que se tornaram
figuras chaves para o desenvolvimento e divulgação do Método. Ele conta um
pouco disso no seu depoimento, que está publicado no blog “delcijardim”.
Sempre foi um verdadeiro amigo. Com seu jeito, por vezes
inocente, por vezes debochado, e muitas vezes perdido em sua maneira própria de
ver o mundo, conquistava amizades ao mesmo tempo que despertava incompreensão. Tivemos
alguns momentos de afastamento, com discussões fenomenais, especialmente
escritas. Mas ele, com sua natureza passiva e de boa fé, não guardava desafetos
- nem os entendia.
Quando eu fazia as correções dos livros, era o que mais
criticava e opinava. Sempre queria que os textos fossem claros, que dissessem o
que precisavam dizer, “sem rodeios e sem frescuras”... Isso foi bom. Quando eu
via seus primeiros comentários, a primeira coisa que eu pensava era: “lá vem o
Izolan com suas ideias”. Mas depois de tentar discutir com ele, mentalmente que
fosse, percebia que na maioria das vezes ele tinha razão. Por isso que agora,
tendo ele passado para o lado interno da vida, perco a minha oportunidade de
fazer o mesmo com o seu livro, a minha biografia e a do MOINTIAN, que ele
estava terminando... mas tudo bem. Seguimos o fluxo.
Como disse antes, muito da história que tenho vivido está
mesclada a história deste grande amigo que agora vai passar seu tempo com
nossos outros irmãos que trabalham para direcionar os que passam por esse
processo. É tudo diferente hoje, muito mais simples, sem dores ou máculas. Mas para
isso, é preciso um preparo, é preciso entender o que ocorre de fato nesse
processo. É sempre aquilo que repito sem cessar: é preciso viver a vida interna
para poder falar sobre ela. Do contrário, ficam apenas palavras mortas que
causam pesares ou falsas promessas de redenção. É preciso entender os processos
internos e querer a alegria que reside em todos os aspectos da vida verdadeira.
Muito em breve, continuaremos nossa conversa sobre esse
tema.
Seguimos...
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Antônio Carlos Izolan |